”NUNCA MAIS” É UMA FARSA — E O MUNDO SABE DISSO

Daniel Benjamin Barenbein
Jornalista | Analista político | Defensor de Israel

*Uma voz em revolta contra a hipocrisia seletiva do mundo*

Hoje, em Yom HaShoah, chega de discurso bonito.

Chega de cerimônia vazia.

Chega de mentira confortável.

“Nunca mais” é, talvez, o slogan mais estúpido já criado pela humanidade.

Não é apenas ingenuidade.

É fraude moral.

É uma farsa repetida por líderes, organizações e sociedades inteiras que fingem aprender — enquanto continuam permitindo que tudo aconteça de novo.

De novo.
E de novo.
E de novo.

Nós somos a geração que perdeu o direito de fingir que acredita nisso.

A geração que viu o Ataques de 7 de outubro de 2023 — o dia da infâmia.

O dia em que o Hamas trouxe de volta, em pleno século XXI, uma brutalidade que deveria estar enterrada com a história.

1.200 mortos em horas.
Corpos mutilados.
Mulheres estupradas.
Crianças sequestradas.

E o mundo?

Assistiu.

Comentou.

Relativizou.

E seguiu em frente — como sempre faz.

Depois disso, o Massacre de janeiro de 2025 no Irã.

Dezenas de milhares mortos pelo próprio regime.
40 mil. Talvez 100 mil.

E novamente, silêncio.

Conveniente.

Calculado.

Vergonhoso.

“Nunca mais”?

Isso nunca existiu.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo não impediu nada.

Ele apenas assistiu melhor.

Comentou mais.

Postou mais.

E agiu menos.

Genocídios continuaram.
Massacres continuaram.
Perseguições continuaram.

Sempre com novas vítimas.

Sempre com novas desculpas.

Mas houve uma exceção.

Uma única.

A criação do Estado de Israel.

Ali nasceu o único “nunca mais” que não é mentira.

Nunca mais implorar.
Nunca mais depender.
Nunca mais morrer em silêncio.

Esse “nunca mais” tem nome.
Tem fronteiras.
Tem poder.

E tem um exército: as Forças de Defesa de Israel.

E é exatamente por isso que eu desprezo o teatro do dia 27 de janeiro da Organização das Nações Unidas.

Desprezo.

Porque não é memória.

É hipocrisia institucionalizada.

Uma organização que passa o ano inteiro atacando o Estado de Israel resolve, por 24 horas, fingir consciência.

Escolheram a Libertação de Auschwitz como símbolo.

Como se dissessem:

“Vocês sobreviveram porque nós salvamos vocês.”

Não.

Nós sobrevivemos apesar do mundo.

E Yom HaShoah não é sobre quem nos salvou.

É sobre quando decidimos que nunca mais esperaríamos ser salvos.

Ele carrega o espírito do Levante do Gueto de Varsóvia.

Sem exército.
Sem aliados.
Sem esperança.

E ainda assim:

“Vamos morrer? Vamos.
Mas não como cordeiros.”

E lutaram.

E resistiram.

E fizeram algo que incomoda até hoje:

Recusaram o papel de vítimas passivas.

E então, hoje, a sirene tocou.

Mas nós não sentimos falta dela.

Porque não faz tanto tempo assim que elas estavam tocando todos os dias.

Todos os dias.

Durante semanas.

Durante a guerra contra o regime iraniano — os nazistas do nosso tempo.

Um regime que busca nossa destruição.
Que trabalhou para ter armas nucleares.
Que teria nos apagado do mapa sem hesitar.

Se não fosse por nós — pelo único “nunca mais” real — isso já teria acontecido.

Como disse Benjamin Netanyahu, novos nomes teriam sido escritos ao lado dos antigos:

Depois de Auschwitz.
Depois de Dachau.
Depois de Bergen-Belsen.

Outros nomes.

Outros fornos.

Outras cidades.

Mas não foram.

E não foram porque, desta vez, nós lutamos.

E desta vez, não fomos cordeiros.

As sirenes tocaram hoje.

Mas elas nunca pararam de verdade.

Aqui, houve um breve silêncio.

No norte?

Um minuto depois da sirene do Holocausto, tocaram novamente — desta vez por ataques do Hezbollah.

Memória… e realidade… separadas por segundos.

E o mundo?

Onde estava o mundo?

Onde estava a Organização das Nações Unidas quando fomos atacados?
Onde estavam os que nos acusam — enquanto ignoram massacres reais?

Se uma bomba nuclear tivesse caído sobre Israel…

Alguém realmente acredita que o mundo teria feito algo?

A história já respondeu essa pergunta.

Mais de uma vez.

Nós não sentimos falta das sirenes.

Porque elas continuam.

E vão continuar.

O silêncio é apenas um intervalo.

O perigo é permanente.

E a guerra… nunca realmente termina.

E é por isso que existe um único “nunca mais” que ainda faz sentido.

Não o do mundo.

O nosso.

E ele não é um slogan.

Não é discurso.

Não é memória.

É uma decisão diária.

Lutar.

Resistir.

E garantir — por nós mesmos —

Que, pelo menos aqui,

“Nunca mais” não seja uma mentira.

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