É Hora de Israel Dizer ADEUS à Europa Cadavérica
Dia do Holocausto. Dia em que o mundo inteiro deveria ajoelhar-se diante da memória de seis milhões de judeus transformados em cinzas. Uma amiga conta a um israelense uma história que ele nunca tinha ouvido: o pai dela, jovem judeu na Líbia durante a Segunda Guerra, preso pelos italianos. Depois, quando os nazistas ocupam a Itália, marcado para ser deportado direto para Bergen-Belsen. Sobreviveu por milagre.
Uma hora depois, no meio de um painel de TV sobre o Holocausto, a notícia explode: a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, uma das últimas supostas amigas de Israel na Europa depois da derrota de Orbán, anuncia que está rompendo o acordo de defesa com o Estado Judeu.
É como se o cadáver da Europa, ainda fedendo a Auschwitz, tivesse se levantado do túmulo só para cuspir no rosto dos judeus mais uma vez.
Como já disse anteriormente, a Europa não morreu ontem. Morreu em Auschwitz. O tiro no peito que ela mesma disparou destruiu o próprio cérebro: os judeus que eram o motor invisível do continente. Intelectuais, cientistas, empreendedores, o pulso criativo que transformava ideias em progresso. Quando as chaminés cuspiram cinzas, não queimaram só corpos. Queimaram o futuro da Europa. E o que sobrou foi um buraco que a culpa transformou em veneno.
Agora o cadáver anda. E morde.
Porque o Holocausto não ensinou nada. Criou apenas um vácuo que o esquerdismo e o islamismo político preencheram com ódio a si mesmo e ódio ao judeu. E hoje, com o último milhão e pouco de judeus europeus fazendo as malas, como já contamos no adeus silencioso que apaga a luz do continente, a Europa decide que nem mesmo o Estado de Israel, o último farol judaico no mundo, merece sua lealdade.
Olhem a hipocrisia nojenta que se desenrola agora.
Enquanto Israel e os Estados Unidos golpeiam o Irã, o regime que jura nos destruir, os líderes europeus viram as costas. Pedro Sánchez, da Espanha, que já acusou Israel de genocídio em Gaza, grita que não pode haver impunidade para esses atos criminosos e clama por boicote internacional ao Estado Judeu. Emmanuel Macron declara solidariedade total ao Líbano contra os ataques indiscriminados de Israel, ignorando, com a cara mais lavada do mundo, os 6 mil foguetes que o Hezbollah disparou contra civis israelenses em menos de dois meses. Recusam bases, recusam espaço aéreo, recusam apoio. A mesma Europa que foi salva duas vezes pelos americanos nas guerras mundiais, protegida por cinquenta anos do comunismo e sustentada por trilhões de dólares do Plano Marshall, agora morde a mão que a manteve viva.
E Meloni? A direitista que era nossa última esperança? Acabou de cravar o punhal final.
Isso não é acidente. É o fim lógico de dois mil anos de ingratidão repugnante. Os judeus deram à Europa arte, ciência, filosofia, medicina, o próprio conceito de direitos humanos. Em troca? Pogroms, Inquisições, guetos e o maior massacre industrial da história. Mesmo assim, continuamos mendigando migalhas de aprovação como filhos espancados que ainda amam o pai abusivo.
Chega.
Quarenta por cento de todos os postos diplomáticos de Israel estão na Europa. Quarenta por cento! Enquanto a África inteira recebe míseros 11 por cento e toda a América do Sul, Central e Caribe juntos ficam com 12 por cento. É um desequilíbrio absurdo, uma fixação masoquista num continente que já não tem nada a nos oferecer além de traição.
A Europa pós-cristã carrega o antissemitismo gravado no DNA cultural. Incapaz de se defender, hostil a populações muçulmanas que crescem exponencialmente, determinada a lavar a culpa do Holocausto acusando os judeus de cometer exatamente o mesmo crime que sofreram. Eles não querem aliados. Querem expiação. E a expiação, hoje, se chama Israel como vilão.
Pois bem. Se eles vão nos expulsar de vez, vamos nós mesmos dar o primeiro passo.
É hora de dizer ADEUS.
Israel precisa virar o rosto para o Leste. Agora. Cultivar laços profundos com a Índia, uma potência que entende na carne o que é combater o terror islâmico sem pedir licença a ninguém. Expandir agressivamente para o resto da Ásia dinâmica, que não carrega o peso morto da culpa europeia nem o antissemitismo milenar. Diversificar sem piedade para a África e a América Latina, onde as oportunidades são gigantes e o preconceito não é estrutural.
Podemos manter laços econômicos e tecnológicos com os poucos que ainda não enlouqueceram completamente: Alemanha, Grécia, Bulgária, tchecos e sérvios. Mas politicamente? Estrategicamente? Rompimento. Definitivo. Sem mais mendigar aprovação de um zumbi que já perdeu a alma em Auschwitz e agora apodrece em praça pública. Deixem os europeus e seus líderes civis e religiosos seguirem com essa patética e suicida política de apaziguamento ao Islã. Nós já sabemos exatamente no que isso vai resultar, avisamos, gritamos e fomos ignorados. Agora que eles aproveitem a “diversão” sangrenta que encomendaram, porque o circo de horrores que eles mesmos montaram mal começou.
Como cantou o grande tenor italiano Andrea Bocelli: time to say goodbye.
Para a Europa: au revoir. Adiós. Ciao.
Depois de dois mil anos de ilusão, Israel acordou. O continente que nos deu Beethoven e Einstein também nos deu os campos de extermínio. Já passou da hora de escolhermos o futuro em vez de repetir o passado tóxico.
A Europa que matou seu próprio cérebro em Auschwitz agora perde até o último judeu que restava. E, no fim, perde Israel também.
Que o cadáver da Europa continue apodrecendo sozinho em seu mausoléu de hipocrisia e culpa envenenada.
Nós, o povo judeu, seguimos em frente com a cabeça erguida e o coração em chamas. Não mais de joelhos. Não mais implorando por um amor que nunca existiu.
Este adeus não é de tristeza. É de libertação profunda. Israel finalmente respira o ar puro do futuro, olhando para o Leste que nasce forte, para a Ásia que respeita força e para aliados que não carregam dois mil anos de traição no sangue.
Chegou a hora. O momento histórico que um dia será contado com orgulho: o dia em que o Estado Judeu disse basta e escolheu viver de pé, livre, soberano e sem pedir permissão a um continente morto.
Que Deus nos dê coragem para nunca mais olhar para trás.
Por iPad Asher – analista político








