A Gangorra da Ilusão: A Perigosa Fantasia de Ver Israel como Mau para Tornar o Islã Bom

Um brinquedo infantil rangendo no escuro: uma gangorra enferrujada. De um lado, um minúsculo Estado judeu. Do outro, uma religião que move quase dois bilhões de almas. Cada vez que um desce na opinião pública, o outro sobe automaticamente. Israel é atacado? É a perigosa fantasia de ver Israel como mau para tornar o islã bom. O Islã vira santo, vítima, até mártir. É uma ilusão tão infantil quanto letal, e ela está sequestrando o debate mundial agora mesmo.

Desde a ofensiva em Gaza e, principalmente, desde a guerra com o Irã, o mundo inteiro caiu nessa armadilha binária. Se Israel erra, o Islã ganha passe livre eterno. Se o Estado judeu é demonizado, a fé milenar é canonizada. Mas e se essa gangorra nunca tivesse existido? E se ela fosse uma ilusão sem nenhuma aderência à realidade de muitos que não querem enxergar o verdadeiro problema? E se a história verdadeira for mil vezes mais sombria, mais antiga e completamente independente de qualquer fronteira traçada em 1948?

Volte catorze séculos. O Islã nasce como uma máquina de conquista, engole o coração do cristianismo antigo, o que hoje é Oriente Médio e Norte da África, à força da espada. Igrejas viram mesquitas, povos inteiros são subjugados. Depois, a Europa. 711: a Península Ibérica cai, séculos mais tarde, os exércitos otomanos estão às portas de Viena, em 1683, sonhando em transformar o continente numa província islâmica. Nem a jovem América escapa: piratas berberes capturam navios, escravizam marinheiros e exigem tributo. Thomas Jefferson pergunta por que atacam uma nação que nunca os feriu. A resposta é brutal, tirada do Alcorão: é dever religioso subjugar os infiéis, escravizá-los e garantir o paraíso aos guerreiros caídos.

Repare bem: Israel ainda não existia. Nem em sonho. Durante mais de mil anos de jihad sangrenta contra o Ocidente cristão, não havia um Estado judeu para servir de bode expiatório.

Avance para 1938. A Europa está em frangalhos, o mundo islâmico parece enfraquecido. Hilaire Belloc, um dos maiores intelectuais da época, e nada amigo dos judeus, lança um aviso que corta como navalha: “O Islã é o inimigo mais formidável e persistente que nossa civilização já enfrentou. Pode voltar a ser uma ameaça tão grande quanto no passado.” Ele não precisava de Israel para ver o perigo. Ninguém precisava.

E hoje? Milhões de migrantes muçulmanos transformam bairros europeus em zonas de sombra e tensão. Jihadistas, do ISIS ao Hamas e aos que virão, continuam degolando, explodindo e aterrorizando “infiéis” da África à Ásia, do Oriente Médio à França. Padrões que se repetem há mil e quatrocentos anos, como um relógio macabro.

Você realmente acredita que um país de 80 anos é o culpado por tudo isso? Que a existência de Israel é o interruptor mágico que explica catorze séculos de expansão, conquista e radicalismo?

Chega de ilusão. Criticar Israel, e ele merece escrutínio como qualquer nação, não transforma o Islã em anjo imaculado. Não apaga a história, não dissolve o jihad de hoje. São realidades separadas.

A gangorra é mentira. A história, não.

Pare. Pare agora, sinta o peso dessa verdade e olhe, olhe de verdade, para além dessa gangorra infantil que vem nos enganando há tempo demais. Porque quem se recusa a enxergar o passado em toda a sua extensão crua, implacável e sangrenta está condenado a repetir os capítulos mais negros da história humana: aqueles escritos com fogo, espada e conquistas que nunca pediram permissão. O futuro não é um brinquedo de parque. O futuro, nosso futuro, o de nossos filhos, o das gerações que ainda nem nasceram, está sendo decidido neste exato segundo. Ele não será moldado por narrativas convenientes ou balanços morais falsos, mas pela coragem feroz de quem ousa encarar a verdade nua e crua, sem filtros, sem desculpas, sem o conforto das ilusões. Levante-se. Abra os olhos. Sinta o chamado urgente da história. Porque o momento é agora, a escolha é nossa e o preço da cegueira será pago por todos.

Chega de ilusão

Por Ipad Asher – analista político
Imagem ilustrativa criada por IA

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